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  • Elisa Lopes

Você me escuta?


Hoje encontrei a síndica do meu prédio e ela comentou sobre alguns problemas que o condomínio está tendo com dois moradores. Um quer que o outro pague o papel de parede do vazamento de cima que escorre para o andar de baixo. Um diz que o vazamento é responsabilidade do prédio, o outro que é do outro e o prédio que acha que é problema dos dois. Sem entrar no mérito de valores e razões, nem se há alguém certo ou errado, porque não sei os detalhes, falei uma frase que minha mãe repete bastante: POR ISSO QUE O MUNDO É INGOVERNÁVEL!

Nunca todos vão concordar, nunca vamos agradar a todos, nunca duas pessoas vão olhar para a mesma situação com os mesmos olhos, porque cada um de nós tem uma lente diferente para a vida. Para a mesma situação.

A genética que você carrega, as experiências que passou, os traços de personalidade, as qualidades, fraquezas, relações e tudo que envolve SER HUMANO. Tudo isso e, cada detalhe desse, nos faz seres únicos e diferentes entre si.

Claro que existem momentos onde a regra é claramente quebrada ou a lei violada e não existe tanto espaço para opiniões pessoais, mas mesmo nesses momentos, existe a tal interpretação: diferente de cada um para cada um.

Mas e por que estou discorrendo sobre isso? Porque cada vez fico mais espantada e, ainda não me acostumei, com a insistência que muitas pessoas, talvez a maioria delas, tem de querer convencer o outro de sua posição, simplesmente por ego.

Em muitas brigas e debates, ou mesmo conversas corriqueiras, bate-papos entre amigos, poucos são os momentos em que vemos trocas. De modo geral acontecem monólogos, onde cada um apenas fala e o outro fica quieto, não necessariamente ouvindo.

Se colocar no lugar do outro, se preocupar, perguntar e genuinamente escutar para tentar entender as razões do outro, é sinal de generosidade, compaixão e amizade. Independente de concordar ou não com aquela posição, ESCUTAR é uma das práticas menos usadas nas relações. Íntimas, sociais ou apenas casuais.

E não escutar, te impede de crescer. Porque olhar apenas para o próprio umbigo é negar um mundo gigante de possibilidades.

Ao escutar, podemos tentar tirar a nossa lente e por alguns minutos colocar a lente do outro. É tirar um pouco a nossa farda e sentir por alguns instante o que é estar em outra pele.

Isso nos torna mais humanos.

Lutar pelos nossos próprios direitos é nosso dever. E quando lutamos, estamos exigindo que nossas vontades sejam ouvidas. E quando não se trata de politica e estamos falando de cidadão para cidadão, pessoa para pessoa (porque nem sei mais se político é pessoa ), exigimos do outro o que não estamos dando.

Na sua relação com seu companheiro, amigo, filhos, chefe, funcionário, pai, mãe, quem quer que seja. Você já parou para os escutar hoje?

Escutar sem pré-conceitos. Escutar para elaborar. Escutar para aprender. Escutar para respeitar. Escutar para amadurecer. Escutar para praticar. Escutar é um ato de amor.


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