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  • Elisa Lopes

Um novo olhar para o meu lar

Desde o começo da quarentena tenho pensado e prestado atenção em como eu tenho utilizado a minha casa e meu Deus, como é o meu lugar favorito no mundo.

Eu moro em um apartamento extremamente confortável para uma família de 5 pessoas: eu, meu marido, 2 crianças e um bebê, mas com tantos compromissos sociais, esportivos e escolares nossos, além das viagens, quase não ficávamos em casa para aproveitá-la.

Me questionava em diversos momentos o porque de precisar de um lugar tão grande se sempre foi tão sub-utilizado. Acabava deixando de lado a minha vontade de ficar em casa pois me sentia na obrigação de atender à agenda da família.

Deveria ter me atentado de que, dentro dessa agenda, o momento de ficar em casa pode também trazer grandes e importantes memórias afetivas.

No primeiro mês de distanciamento social nos isolamos fora de São Paulo e tivemos o privilegio de usufruir de uma grande área verde e estar mais perto da natureza. Mas passado quase 30 dias, a minha vontade para voltar para a minha casa e a minha cama começou a ser mais importante do que estar na natureza. Foi um dilema difícil de decidir: voltar para casa e não ter o ar livre, ou manter o contato com a natureza e não ter a sensação de conforto e segurança que minha casa me proporciona.

Voltamos.

E de repente meu apartamento, que antes tinha cômodos impecáveis na organização, se tornou uma casa cheia de vida e por consequência caótica.

Cabanas são feitas pela casa, com lençóis, cobertores e travesseiros sendo arrastados... Uma bicicleta ergométrica habita o meio da sala de tv.

Minha mesa na sala de jantar virou um enorme posto de home schooling e home office.

Os quartos dos meus filhos tem papeis colados nas paredes, adesivos nas camas e a cama nunca totalmente esticada na hora que vão se deitar.

E uma cadeira de balanço que fica na sala de estar e, antes servia mais como decoração do que com a função de sentar, hoje é um dos meus refúgios.



Quando a minha filha menor está agitada e não sei o que fazer, sentamos lá e nos balançamos. Eu penso e observo do que ela precisa e ela entra no compasso do balanço e também se acalma.

Em intervalos, onde milagrosamente ninguém me solicita, ou preciso me desconectar, sento lá e espero... simplesmente respiro... observo.

Quando meus filhos mais velhos estão entediados e não sabem o que fazer, sentam-se lá e giram...

É parada de descanso, de reflexão, de parar para respirar para entender qual o próximo passo que vai ser dado.

A cadeira está já toda surrada, com a fibra se soltando e a almofada imunda. E esse é o melhor sinal de que ela faz parte. De que ela tem razão para estar aqui.

Hoje olho e aprecio e agradeço por cada poeirinha, cada mancha, cada brinquedo deixado no chão da minha casa.

E não porque não aprecio a organização, ou a importância de um ambiente arrumado para uma mente também tranquila. Tem horas que não consigo sentar sem que esteja tudo no lugar.

Mas porque acredito que quando há vida, há também uma certa desordem.

E precisamos olhar para entender o que é necessário naquele momento. A busca pelo essencial.

E se alguma coisa serviu nessa pandemia, com certeza é para nos tirar do piloto automático. É a pausa necessária para olhar E entender qual é a sua agenda. Do que você precisa. E não pensar apenas em cumprir compromissos, seguir tendências e encontrar o que o outro diz que é melhor.

Cada um lá dentro sabe o que significa o seu lar. O que significa estar em casa. E os elementos importantes e necessários para lhe trazerem harmonia

E para cada um pode ser bem diferente do que é pra você.

Hoje sigo tentando alternar uma ida ao ar livre, com sol para respirar e me movimentar, do qual também preciso, e a minha casa, que traz também muito do que me sustenta.

E aí, onde está a sua morada!!??





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